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Quero "todo o amor que houver nessa vida e algum trocado pra dar garantia e algum veneno anti monotonia".
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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Num desses acasos da vida

Fotografia: Caminhos que se cruzam

Num desses acasos da vida, Raul viu Irene. Mulher alta, loira, bonita. Foi em um supermercado, se esbarraram na sessão de enlatados. Ela mal o notou, pediu desculpa e se virou. Não que ele fosse feio, nem gordo, nem careca, não, mas ela estava distraída, cheia de trabalhos da faculdade pra fazer.

Num desses acasos da vida, Irene viu Raul. Homem esbelto, alto, cabelos e olhos castanhos, um charme. Foi numa loja de departamentos, se esbarraram na sessão de perfumaria. Ele não a olhou, se desculpou e continuou caminhando. Não que ela não fosse bonita e vistosa, não, mas ele estava com pressa, cheio de relatórios para entregar.

Num desses acasos da vida, em uma festa movimentada, Raul viu Irene de novo. Ela estava infinitamente mais bonita que no supermercado. Vestido vermelho, cabelo escovado, maquiagem no rosto, linda!

Num desses acasos da vida, em uma festinha agitada, Irene viu Raul mais uma vez. Ele estava incrivelmente mais charmoso que na loja de departamentos. Barba bem feita, cabelo arrumado, sem óculos, lindo!

Num desses acasos da vida, eles se viram ao mesmo tempo, na mesma noite, no mesmo lugar. Aí, de repente, o acaso foi trabalhar para outro destino.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ain... Provas...

Eu adoro minha faculdade, como já escrevi aqui, mas odeio com todas as forças do meu ser não gosto nem um pouco de fazer prova. Tenho um verdadeiro pavor! Minha mãe se culpa muito por isso, porque, quando eu era mais nova, ela cobrava demais para eu tirar notas boas ótimas. Mas não a culpo tanto não, se eu cheguei onde cheguei (tá, nem foi tão longe assim, ainda estou na faculdade), foi porque ela e meu pai me ensinaram a me virar. E eu até gosto de estudar. É, nem acho tão ruim, sabia? Mas fazer prova é o que me mata! Meio estranho isso, né? Explico. Acho estudar super importante para poder exercer bem qualquer profissão, já provas (pelo menos as desse método de ensino tradicional) considero um mecanismo péssimo de avaliação, que só serve para nos fazer decorar o que o professor quer que saibamos, que não incentiva o raciocínio e a interpretação e blá blá blá (isso já seria papo pra outro post).

Essa semana e as duas próximas vão ser cheias de provas. Eu faço 6 cadeiras e todas têm provas prática e teórica, aí eu acabo fazendo 12 provas, pode!? Um horror!!! Ainda bem que as práticas até que dão pra levar, mas as teóricas...

Ain... Deixa eu ir aqui... Adivinha fazer o que!? Estudar, né!? Provas!!!

Fotografia: Legislação, pela aspirante-a-fotógrafa-futura-advogada-escritora-de-blog Suzana, a Su










*Sei que normalmente não falo do meu dia-a-dia, mas eu estava precisando desabafar um pouco. E o blog pode servir pra isso também, né?

domingo, 28 de setembro de 2008

Som e imagem


Hoje a imagem e a música falam por mim...
É só olhar, clicar e escutar!

sábado, 27 de setembro de 2008

Agradecendo e repassando

A, sempre muito generosa, Du me presenteou com
o lindíssimo selo “Prêmio Blog Perfecto”.
Muito obrigada por isso e por tudo mais que você tem feito por mim!


Para repassar esse selinho, o premiado tem
que seguir duas regrinhas:
Fazer um post semelhante a esse que você está

lendo agora mostrando seu prêmio.
Para mostrar o prêmio você deverá copiar e colar no post o código abaixo:



Indicar mais 5 blogs muitos bons e repassar o selo para eles.


A linda Pâmela repassou para mim esse belo selo:


Muito obrigada, lindona, adorei!

Eu o envio a:
Doce Língua
Enferrujamento
Moça do Sonho


A Capitã mais querida da blogosfera, Su, me deu o belíssimo selo
“Prêmio Blog de Ouro 2008” que eu amei!
Brigadíssima!


Mando ele para:
Turma do Amigão
Mesa de Bar, Divã do Boêmio








*Quero deixar todos os que recebem meus selos muito à vontade. Não se sintam obrigados a repassá-los, o objetivo maior aqui é agradecer os que eu recebi e fazer uma homenagem a vocês que transformam meu blog em um verdadeiro conto de fadas particular.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Clarice versus Eu

"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."
Clarice Lispector, em... A Paixão Segundo G.H.

............................

"Ouso viver de novidades e me entrego aos mistérios do que não entendo – não preciso nem tentar entender o incompreensível, dedico-me à arte do desconhecido, entrego-me à confusão."
Camila Mesquita, em... Aqui mesmo!

Foto: Um salto para a vida






*O texto da Clarice peguei no blog da Ju.

Uma Deusa?


Ela era a mais linda das criaturas. Sua voz tinha um quê de bossa e jazz. Seus cabelos flutuavam, como se zombassem da gravidade. Suas bochechas eram de um rosa inédito, exclusivo, assim só dela. Seus olhos eram de um colorido hipnotizante. Seu sorriso era de um branco pacífico e seus lábios de um vermelho caloroso e acolhedor. Seu rosto era quase angelical, apesar dos traços fortes e firmes de mulher.

Se ela não gostasse de doce, não tinha problema, ele levaria sal. Se ela não gostasse de azul, ele pintaria as paredes de amarelo. Se ela estivesse com sede, ele ficaria sem água. Se ela não fosse, ele traria a montanha. Se ela se perdesse, ele seria ponto cardeal. Se ela cansasse, seria dela sua energia. Se ela pulasse, ele que morreria. Se ela o olhasse, ela se veria. Se ela não o amasse, ele amaria por dois.

Um amor assim teria sido suficiente para qualquer mortal. Mas pra ela não foi. Talvez ela fosse uma Deusa. Talvez...

.

.

.

*Afrodite era a deusa grega da beleza e do amor. Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Foi identificada como Vênus pelos romanos, e como Catarina Oliveira por Pedro Florêncio.
Fonte:
Olhares fotografias on line

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sobre o ensaio, sobre a cegueira

Versão japonesa do cartaz de “Ensaio Sobre a Cegueira”

Há alguns posts atrás, falei da minha expectativa para assistir ao filme, cujo título original é Blindness, adaptado da obra-prima (pelo menos a meu ver) do or concur José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira.

E então, no dia da estréia, lá estava eu, não na primeira fila, porque meu pescoço fica doendo quando assisto a filme dali, mas bem no centro da sala, confortavelmente instalada. Fiz questão de ir assistir ao filme acompanhada de uma pessoa que não havia lido o livro, queria uma opinião diferente da minha, sem pré julgamentos.

Passei o tempo todo prestando tanta atenção ao filme, quanto à minha companhia, quanto a todos à minha volta. Foi incrível como o filme conseguiu mexer com todos! Os suspiros, as caretas, os gritinhos, os espantos, os olhos a se fecharem e se esconderem daquelas imagens tão fortes. O filme derramou lágrimas e arrancou sorrisos.

Fernando Meirelles conseguiu, de uma forma única, transmitir a brancura até naquela sala toda negra. Vi, com meus olhos que enxergam, a cegueira branca. O caos instalado, a libertinagem, a crueldade, a injustiça, a tristeza, mas também o perdão, a compaixão, o amor e a felicidade, que estavam no livro, saíram daquelas páginas e da minha imaginação, e estavam ali concretos, retratados de forma tão intensa e chocante.

Não sou nenhuma crítica de cinema, nem teria ousadia de criticar aquele filme aqui nesse humilde blog. Quis só passar para vocês (como tinha prometido) um pouco do que vi e do que senti dia 12 desse mês, assistindo a mais uma bela exibição da sétima arte.

Se conselho fosse bom, a gente cobraria, não é? Por isso não vou dar nenhum conselho aqui. Vou somente indicar o filme, tanto para quem leu o livro quanto para quem não conhece nem Saramago e nem Fernando, mas gosta de
fortes emoções.

Assistam, vale à pena!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Não precisa ter medo

Ela - Não sei, estou com medo!

Ele - Medo de quê?

Ela - Medo de doer.

Ele - Um dia você vai ter que deixar.

Ela - Acho que não.

Ele - Confie em mim. Eu vou devagar.

Ela - Como fico?

Ele - Nessa posição.

Ela - Assim?

Ele - Abra mais um pouco.

Ela - Ai, está doendo.

Ele - Agüenta firme, não posso parar.

Ela - Não posso agüentar mais.

Ele - Abra mais.

Ela - Está doendo.

Ele - Vou tirar.

Ela - Que alívio!

Ele - Até que não fomos mal.

Ela - Ai, está sangrando.

Ele - Sempre sangra um pouco.

Ela - E se não parar?

Ele - Claro que pára.

Ela - Como você sabe?

Ele - Tenho experiência.

Ela - Está parando.

Ele - Não disse?!

Ela - Quando volto para arrancar o outro dente?

EU - Pensou besteira, né?









*Não sei quem é o autor desse texto, vi no Orkut e não me agüentei, tive que postar aqui... =P

domingo, 21 de setembro de 2008

Meus desejos

Que toda essa felicidade seja plena e eterna
Que nosso amor siga puro e verdadeiro
Que nossos corpos se fundam e se tornem um
Que sua mão se encaixe na minha para sempre
Que seu suor se misture às minha lágrimas
Que suas conquistas sejam nossas vitórias
Que as derrotas sejam sempre esquecidas
Que as feridas sarem com nossos beijos
Que as dúvidas se tornem certezas absolutas
Que seu pensamento seja pra sempre eu
Que te amar seja só gozos e suspiros
Que nossa música toque em todas as rádios
Que sua voz embale meu sono e meu sonho
Que as declarações de amor sejam inéditas
Que toda a saudade seja recompensada
Que a gente se aqueça e se proteja do frio
Que nossos invernos se tornem primaveras
Que eu seja sua, só sua, completamente sua

“Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”
(Vinicius de Moraes)



sábado, 20 de setembro de 2008

Confissão


"Que esta minha paz e este meu amado silêncio

Não iludam a ninguém

Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta

Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios

Acho-me relativamente feliz

Porque nada de exterior me acontece...

Mas, em mim, na minha alma,

Pressinto que vou ter um terremoto!"




-Poxa... Nunca agradeci ao Mário por ele ter escrito esse texto pra mim.
-Que Mário?
-Aquele... Que te comeu atrás do armário... heheheh...
-Não... Sério...
-O Quintana, ora!
-O Mário Quintana!? O jornalista? O poeta?
-É... É... Ele mesmo.
-ELE escreveu esse texto pra ti!?
-An ran...
-Caramba!!! Não sabia que tu tinha conhecido ele!!! Que massa!!! Como tu nunca tinha me contado isso??? A gente se conhece desde... dos... Quantos anos? 5? E tu não me fala uma coisa dessas??? Conta aí como foi!!! Me conta, vai!!!
-Eu não o conheci!
-Hã!!!???... Como assim!!!???
-Não sei... Mas que esse texto foi escrito pra mim, isso foi!





*De qualquer jeito, fica aqui meu agradecimento... Obrigada, Mário!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ele se foi

Ela ficou sozinha. A casa estava agora refletindo ausência. Não se escutava um barulho sequer. E, por causa disso, seus pensamentos davam a impressão de dominar todo o lugar. Quanto mais ela pensava em não pensar, mais ela pensava. Isso era óbvio, mas ela não realizava isso. Era mais forte que ela.

As vozes em sua mente falavam ora com uma ora voz açucara ora azeda. Essa inconstância inconsciente do seu consciente a incomodava. Por que ela não manda em si mesma? Porque só ele tinha poder sobre ela? Seu corpo era dele, isso ela soube desde a primeira noite, mas todo o resto de seu ser foi embora com ele também. Ele levara tudo consigo. Ela ficou nua. Despida de roupa e espírito.

Os movimentos flutuantes de sua mente agora ecoavam num barulho ensurdecedor, apesar de todo o silêncio que ela sabia que estava lá, mas não conseguia sentir. Quis controlar. Quis com todas as forças que ainda lhe restavam. Não conseguiu. Aos poucos, foi desistindo e se entregando. Assim, quem sabe, a morte talvez levasse ela também. Mas (in)felizmente só dormiu.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mêsversário

Êêê!!! \o/
Hoje meu bloguinho está fazendo um mês de vida!!!

Queria descrever como esse mês foi ímpar pra mim, o quanto eu me senti bem aqui e a quantidade da felicidade que esse lugarzinho me proporcionou. Mas hoje é dia de agradecer a todos que ainda vão passar aqui nesse dia tão especial e sobretudo aos que já passaram pelo menos uma vezinha pelo meu cantinho.

O meu conto de fadas é particular, mas ele só tem sentido por causa de vocês, os reais personagens da minha história no fantástico mundo blogosférico. Muito obrigada por cada palavra, cada visita, cada carinho, cada apoio, cada incentivo, cada beijo e abraço deixados pra mim aqui. Espero comemorar vários “mês” e “ani” versários aqui com vocês.



Brincando e Blogando

Quero
Brincar
De
Blogar

Quero
Blogar
Pra
Brincar

Brinco,
Quero
Então
Blogar

Blogo
Porque
Quero
Brincar


*Uma brincadeira que quis fazer pro meu blog, mas sei que blog é coisa séria!


PS: Não tinha como não fazer um agradecimento especial à minha queridérrima amiga Su, que ontem me deu um presentinho antecipado, a nova cara do meu ainda mais lindo blog!!!

domingo, 14 de setembro de 2008

Rituais comuns de um sábado qualquer

Ritual Primeiro
Tomou um banho demorado. Escolheu a roupa. Secou o cabelo. Se maquiou. Se vestiu. Calçou um salto alto. Se perfumou. Saiu.

Ritual Segundo
Entrou com passos firmes. Cabeça erguida, desfilou. Não olhou pros lados. Seguiu em frente. Mesmo sem se virar, notou os olhares em sua direção. Mulheres têm esse dom.

Ritual Terceiro
Ela dava olhares furtivos. O suficiente pra ele saber que ela se interessou. Sorria tanto que seus olhos se iluminavam, o brilho em seus lábios contagiava todo o seu corpo.

Ritual Quarto
Agiu como se não esperasse a aproximação. Depois sorriu o sorriso que ele tanto almejara ser só dele. Gesticulava e o tocava delicadamente, como se não quisesse, mas queria.

Ritual Quinto
Dançou com ele. Deixou que ele a beijasse. Agora o tocava de verdade, tinha o direito. O corpo dela sentia os braços fortes em sua volta. Depois de um tempo, o beijo era tão bom que não era mais suficiente.

Todos os rituais seguintes você já conhece muito bem. Eles eram apenas duas pessoas comuns, passando por todos os rituais comuns, numa noite comum, de um sábado qualquer.

sábado, 13 de setembro de 2008

Sou melhor triste

Hoje fiz um comentário no docelíngua que mexeu comigo. É... Uma coisa que eu escrevi sobre mim mesma me deixou um tanto quanto perplexa.

É incrível como a tristeza me inspira. Escrevo muito melhor e muito mais intensamente quando estou triste. Parece que os sentimentos ficam mais aflorados. A sensibilidade mais aguçada. Consigo transmitir as sensações em verso ou em prosa, o texto, seja ele com rima ou sem, com métrica ou sem, com parágrafos ou sem, com forma ou sem, me conforma semanticamente.

A felicidade não me instiga tanto (não para escrever). O pesar sempre me soa mais atraente. Sinto como se tudo que quero transmitir saísse de forma quase que automática, já cortado e editado para ser lido. Todas as palavras se encaixam, tanto física como quimicamente, a exemplo das lágrimas que caem do meu rosto, uma após a outra, em forma de gotas tão perfeitas por causa da tensão e da adesão da água que as dilui.

Eis a minha ousadia:
Achar mesmo que a felicidade e a alegria
Preenchem a maior parte do meu dia

Mas permitir que a tristeza ou a melancolia
Seja melhor companhia
Para escrever com ou sem melodia.








*Ontem foi dia 12... Lembram do compromisso que eu tinha no cinema? Pois é, eu fui! Depois comento aqui, tá?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Santo remédio!!!


Sabe aqueles dias que você acorda carente? Eh... Com vontade de vários abraços, de um telefonema só pra dar bom dia, de pensar que à noite tem uma pessoa esperando por você em casa, de um e-mail inesperado com uma poesia bem romântica, de um convite pra jantar à luz de vela, de massagem no pé, de vários beijinhos no olho, de uma visita surpresa, de um buquê de flores vermelhas, de um colo bem aconchegante e macio?

Pois eh... Hoje acordei carente. Mas comi chocolate e passou!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Nasci pra isso

Sempre quis ser médica. Sempre mesmo, desde que me entendo por gente, como dizem. No colégio, na minha família, no meu círculo de amizade, era um fato, eu ia ser médica. Pois assim pensando, estudei sempre pra isso. Fiz o terceiro ano, não passei no vestibular, tudo bem, vamos tentar de novo, pensei.

Primeiro ano de cursinho. Foi até bom, fiz amizades que carrego até hoje comigo, uma delas, minha melhor amiga, e outra, uma grande amiga, que dois anos depois conseguiu passar pra medicina, mas ainda não sabe se isso foi bom pra ela. Segundo ano de cursinho, terceiro e quarto anos de cursinho. Muitos carnavais perdidos, muitos namorados desistidos, muitos filmes não assistidos, muitas noites mal dormidas e outras amizades conquistadas (única coisa que realmente fez valer à pena).

No quinto ano, já sem forças, nem vontade de prestar vestibular pra medicina pela enésima vez (era o que parecia), resolvi, meio que sem saber se era certo, que ia tentar outra coisa, e pensei, porque não odontologia? Precisava fazer faculdade, viver um pouco, me sentir um pouco mais livre (vida de cursinho é uma verdadeira prisão psicológica). Pois assim foi. Fiz a prova e passei!

Ainda comecei a faculdade dizendo que ia só ver como era e que se não gostasse ia tentar medicina de novo. Mas, acreditem ou não, essa foi a melhor coisa que fiz na minha vida! Me descobri na Odontologia! E agora nem imagino como era que eu não tinha certeza desde o útero da minha mãe que era isso que eu queria pra mim.

Hoje estou cursando o quinto semestre na UFC (Universidade Federal do Ceará), faço parte de dois projetos de extensão (o CENTRAU-Centro de Trauma Buco-Dentário e o NUPEC-Núcleo de Pesquisa e Extensão em Clínica), faço parte da comissão organizadora da JOIA (Jornada Odontológica Integrada dos Acadêmicos da UFC), sou da diretoria acadêmica da ABO-CE (Associação Brasileira de Odontologia seção Ceará), faço parte da comissão de formatura e sou a atual presidente do nosso Centro Acadêmico... Ufa!

Vivo quase que totalmente pra faculdade, passo o dia todo lá, todos os dias da semana, menos sexta à tarde, mas acabo indo resolver alguma coisa relacionada a essas muitas outras coisas nas quais estou envolvida. E o melhor é que isso me deixa incrivelmente feliz e realizada. Hoje conheço poucas pessoas que gostam tanto do que fazem quanto eu. E vejo que nasci pra ser Cirurgiã Dentista e não sabia!
*Hoje realizei minha primeira exodontia (em português... hoje arranquei dente pela primeira vez)... \o/

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pequenas exigências

Quero gestos explícitos de carinho
Quero declarações gritadas em alto e bom som
Quero serenatas na janela ao anoitecer
Quero amor brega e cafona... Como tem quer ser

Quero sexo noturno, vespertino e matutino
Quero café da manhã abraçadinho
Quero respeito, confiança e cumplicidade
Quero ter propriedade e ser prioridade

Quero borboletas no estômago
Quero calafrio, delírio e excitação
Quero bem-me-quer, só-me-quer
Quero cafuné e água morna pro pé

Quero olhos brilhantes, ofuscantes
Quero buquê de flores colhidas a mão
Quero visitas inesperadas
Quero fantasias realizadas

Quero um príncipe e um cavalo branco
Quero meu conto de fadas particular
Quero amar no mar... Sem sentir a maresia
Quero verso e prosa... Tudo em poesia

Quero viver e morrer de amor
E [como disse Vanessa da Mata]
Quero beijos até que os olhos mudem de cor
E se não puder ser assim? Nem quero!






*Tá, nem sou tão exigente assim, mas eu bem que queria ter isso tudo pra mim.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Salve Jorge!

Um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. Um dia coube à filha do Rei de Selena ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge.

O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão.”

São Jorge por Rafael Sanzio

São Jorge, personagem real ou imaginário da história antiga, virou símbolo de bravura e coragem. Desde então representa a luta contra o desafio. Esse desafio pode até ser matar o dragão de um lago qualquer, mas também pode ser o desafio de encontrar um emprego, de pedir perdão, de achar o grande amor, de buscar a felicidade, de afrontar seus medos ou de encarar as dificuldades do dia-a-dia. Você talvez não tenha nem uma armadura, nem uma espada e nem um cavalo branco para enfrentar tudo isso, mas, com certeza, seus amigos, sua família e sua fé são as melhores armas que você pode ter.

Coragem... Vamos à luta... e... Salve Jorge!





*Dia de São Jorge: 23 de abril.

sábado, 6 de setembro de 2008

Dia de presentinhos!

Agora vou retribuir todos os selinhos que recebi. Espero que quem receber fique pelo menos um pouco contente, porque eu fiquei radiante por eles terem sido enviados pra mim, adorei cada um deles! Quando eu via as pessoas aqui trocando memes e selos, ficava me perguntando se eu ia poder fazer parte disso também, olha aí, estou fazendo isso e foi bem mais cedo do que eu imaginava... Muito obrigada a vocês que me propiciaram essa alegria!
Esse foi o primeiro selo que eu recebi (ela sabia que eu nem ia caber em mim de tão contente)! Veio da queridíssima Du do encantador A moça do sonho.
Eu o envio pra o
Frank do irreverente Q SE FLOG e para Mr. Ziggy do tocante Pesar de Alma.







Todos esses lindíssimos selos foram recebidos por outra pessoa querida demais, a Su de um porto obrigatório que fica Entre Marés
Estou mandando eles para que nos permite ir recolhendo os Fragmentos de Jô em seu blog e pro super bem escrito Doce Língua.



Esse selinho veio do já citado aqui Q SE FLOG.
E vai para as duas pessoas que fazem toda a diferença pra mim aqui na blogosfera, que me receberam de braços abertos, que sem elas o meu blog não seria o mesmo, cujos blogs são lindos tanto espiritualmente quanto esteticamente, as fofas e belas
Du e Su !!!
Ah... Esse vai também pro famosíssimo
Amigão, que sempre passa por aqui e me deixa orgulhosa de mim mesma por ser parte da turma dele.

Bom... Era isso... Retribuir os presentes e fazer os devidos agradecimentos.





*Nenhum desses selos foi pra
Luca do cativante Cousas e Louças porque ela não gosta de recebê-los, mas, se gostasse, teria tido direito a um também.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

À flor da pele


Ando pelas ruas desertas de uma capital superpopulosa. As pessoas à minha volta, por algum motivo, não se percebem mais. Estão todos tão apressados, correndo e se desfazendo em meio ao caos. E o mais perturbador é a calma que está em seus semblantes.

Porque incomoda só a mim esse descaso à pessoa ao lado? Me incomoda o ar distante que todos carregam em suas faces. Se uma flor brotasse no concreto por onde caminham apressados, ninguém sequer a notaria. O calor da pele, o magnetismo, a eletricidade de cada um parece que foram usurpados. Mas por quem? Que força maior está controlando isso?

Queria ver qualquer sentimento nos olhos deles. Não percebo nada. Não vejo imagem nem na retina nem na alma. Tudo está automático, até o beijo de bom dia que dei hoje. Só eu o senti. Parece uma epidemia que suga o espírito ou uma novela obscura que não acaba mais. Porque estão me poupando? Nada disso tudo faz sentido pra mim.

Estou com medo de me deixar atingir, mas, ainda bem que... ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar.


*Zeca Baleiro... Sou fã!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Essa saudade que me consome

Sinto saudade...
...das cartas de amor tão melosas que não dá pra mostrar
...das histórias e também das piadas que só você sabe contar
...das caminhadas de mãos dadas pela praia ao anoitecer
...das festas embriagadas nas quais vemos o sol nascer
...das noites de amor ardente que tiram a roupa e o fôlego da gente
...das amigas grudentas pras quais eu tenho que sorrir
...das irmãs ciumentas que querem me fazer sumir
...das desculpas esfarrapas pros atrasos inexplicáveis
...das partidas de futebol durante horas inesgotáveis
...das datas comemorativas que você não dá importância
...das festas de família que você não vai por implicância
Sinto saudade...
...dos carinhos debaixo dos cobertores
...dos telefonemas onde só falamos de amores
...dos domingos ensolarados passados na preguiça do sofá
...dos jantares à luz de vela, com direito a sobremesa para adoçar
...dos encontros furtivos na semana cheia de afazeres
...dos filmes assistidos no cinema onde descobrimos outros prazeres
...dos amigos intrometidos que chegam sem avisar
...dos aborrecimentos do dia-a dia que a gente sabe contornar
...dos ciúmes sem sentido, sem razão e sem explicação
...dos vasos e pratos quebrados e depois recolados com perdão

Sinto saudade dele, do grande amor da minha vida...

Sabe a única coisa pior que sentir saudade dele?
É não ter conhecido ele ainda.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Eu não me controlo

Domingo (ontem) assisti a uma entrevista com Fernando Meirelles. Acho que ele dispensa apresentações. Um cara que dirigiu o tão conhecido filme Cidade de Deus e o ótimo O Jardineiro Fiel não é uma pessoa qualquer. Esses dois filmes dirigidos por Fernando são excelentes, sem sombra de dúvida, mas o que está me fazendo dar mesmo atenção e ele é outro filme que ele dirigiu e que vai estrear em breve nos cinemas, Ensaio Sobre a Cegueira.

Não costumo gostar de filmes depois de ter lido o livro do qual ele foi adaptado. Foi assim com o Diário de Bridget Jones (na época, amei o livro e achei que o filme ficou um pouco a desejar, apesar de eu ter adorado a trilha sonora), a mesma coisa com Código da Vinci (devorei o livro, não queria sair de casa antes de ler o final, mas o filme não foi essas coisas todas, não se comparado ao livro) e O Caçador de Pipas? Esse eu nem comento... Como pode um livro tão intenso e cativante ter sido transformado em algo tão sem vida?

Talvez seja eu a culpada, talvez eu não devesse ler os livros antes de assistir aos longas, já que eu adorei os filmes Cidade de Deus, Carandiru, Uma Mente Brilhante, entre outros, mas eu não havia lido o livro. Claro que não vou deixar de ler livros pra gostar de filmes que forem ser adapatados, neh? Mas posso simplesmente deixar de assistir aos filmes, já que sei que não vou gostar... Impossível também, não me controlo!

O livro é simplesmente sensacional, Saramago usa hipérboles incríveis e, se eu já gostava dele antes de ler esse livro, depois fiquei quase devota dele, mas morro de medo do filme me decepcionar mais uma vez. No entanto, nesse caso, é ainda mais complicado de me controlar. Porque durante a entrevista do Fernando, passaram um vídeo do Saramago terminando de assistir ao filme, ele chorava de emoção e dizia que estava se sentindo como no dia em que ele próprio terminou de escrever o livro... Tem como não querer ver esse filme? Só seu fosse cega!

"Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem".
Trecho de Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago






*Dia 12 desse mês já tenho compromisso... Você também?

Segunda-feira

Segunda-feira...
Dia internacional de começar o regime!

 
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