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Camila
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A moça do sonho


Praquela menina, dormir era sempre parque de diversões ou circo encantado. Ela nunca dormia sem sonhar. Nunca. E também nunca se incomodara com isso, até o dia que sonhou com o último sonho. Seus sonhos eram maravilhosos e fantásticos, como todo sonho de uma garotinha de voz doce tem que ser, mas sempre diziam a verdade. E ela sonhou com o último sonho. Assim ela o sentiu, o último sonho, como quem sente raiva ou coisa queimando a pele, doendo.

Nesse dia, ela acordara diferente, achando que o preto estava ainda mais escuro e que fim-do-mundo era o nome de um brinquedo de criança. Acordara para nunca mais dormir, pois não saberia não sonhar. E, sempre que fechava os olhos, sentia aquela estranha sensação de quem está perdido em um pesadelo e não consegue encontrar saída para o acordar, mesmo estando acordada. Então não dormia e travava luta incessante e dolorosa contra a noite que teimava em fazer o sol se ir e o cansaço se chegar.

Assim ficou, dias afim. Sem dormir, sem sonhar, sem viver. Até que, de tanto batalhar sozinha contra todo universo, que nem precisa se esforçar para derrotá-la, adormeceu. E, depois de muito dormir, acordou exausta. Acordou de um sonho de luzes apagadas, como se fosse película gasta de tanto exibir filme sem imagens e canções. Dormir era cinema mudo. Cinema cego.

Mas ela nascera para sonhar, e, como criança traquina que engana babá malvada, fugiu daquele pesadelo. Aos poucos, foi lendo livro que fazia imaginar, escutando música que conseguia tocar, falando com pessoas que diziam mais do que queriam dizer, e, à medida que crescia de tamanho, aumentava também seu dom de sentir coisas. E, quanto mais sentia, mais acumulava impressões naquela cabecinha sonhadora.

Então, um dia, sem sequer esperar, sonhou. Sonhou acordada. Sonhou simplesmente pensando em sonhar. Sonhou que sonhava. E sonhou sempre mais e mais alto e agora dormia só para parar de sonhar um pouco. Dormir para acumular mais sonhos para o dia seguinte. E, hoje, mulher crescida, mas ainda uma jovem moça, sonha tanto e tão bem que divide. Divide porque sabe que quem sonha tem tudo para realizar o que quiser.

Hoje, sonha, realiza e divide. E nós estamos aqui sonhando através dela também.











*Esse texto não é uma biografia da verdadeira Moça do Sonho, a Du, mas foi sim feito pensando nela, que é uma moça que sonha sempre e que eu admiro muito.

13 Finais Felizes:

Du disse...

Camilinha linda!
Na resposta ao teu e-mail já tinha falado no quanto fiquei emocionada com esse texto, mas repito agora: TÔ EMOCIONADA EM DOBRO COM AS IMAGENS!
Puxa...tem um trecho que me deixou pasma pela identificação:

"Mas ela nascera para sonhar, e, como criança traquina que engana babá malvada, ela fugiu daquele pesadelo. Aos poucos, foi lendo livro que fazia imaginar, escutando música que conseguia tocar, falando com pessoas que diziam mais do que queriam dizer, e, à medida que crescia de tamanho, aumentava também seu dom de sentir coisas. E, quanto mais sentia, mais acumulava impressões naquela cabecinha sonhadora."

Puxa, puxa, puxa...
Vou dar um jeito de te ligar, agora!

Beijão!!!

*Lusinha* disse...

Bela homenagem e pelo que vi no comentário, a pessoa gostou. :)
Bjitos!

Letícia disse...

E eu nunca mais li a Du. Eu gosto do que ela escreve. É gentil e suave e não é aquela poesia forçada que parece que vai dar uma tapa na cara da gente. Como estou ainda me recuperando de uma virose sem explicação, leio aos poucos e depois comento. E também gosto dos seus textos, Camila. Não por termos nos tornado amigas, mas por ser bom o seu escrever. E eu sonho. Todo dia. E meus sonhos têm começo, meio e fim.

Beijos.

Juca disse...

Pronto, vim sonhar um pouquinho. E sonhar aqui, no Meu Conto de Fadas Particular, tem um quê a mais de magia, de especial! :-)

Camila, fiz uma travessura à la "Alice no país das maravilhas". Li o texto de trás pra frente também! Ficou deliciosoooo o resultado! rsrs

Parabéns pela linda homenagem à Duzita, nossa Moça dos Sonhos!

\o/ \o/

Beijos, meninas super-poderosas!

\o/ \o/

Lorena disse...

Camilinha tem o dom de sentir as coisas pela gente. É um dom lindo, sei que poucos são agraciados com ele, é o dom mais altruísta de que já ouvi falar: o dom de sentir o outro. E como ela é escritora-conotivista de mão cheia, o dom se transforma em palavras e a gente sempre se emociona com sua sensibilidade na transformação...

Cami, que texto mais lindo! =)

beijos!

Rodrigo Brower disse...

Sonhar é tao bom, sonhar acordado entao, e ver os sonhos se realizarem melhor ainda. Saudades de vir aqui!! Bjs

simplesmenteiza disse...

De tanto sonhar a Du virou a nossa Fada Madrinha... encanta por onde passa...e realiza na medida do possível nossos sonhos...

crazyseawolf disse...

Que belo texto, acho que estou sonhando!!!
Linda homenagem!!! :o)

Vinicius disse...

Engraçado como esse texto me fez lembrar de um filme...

Aliás, cada texto seu é um exercício bom de ilustração que faço.

Beijos

Su disse...

Um texto lindo, perfeito que fala de alguém linda e perfeita!! A Duzinha é um sonho que a cada dia nos ensina sonhar!!
Linda homenagem, Camila!!!
A Du meeerece tudo isso e muito maaais!!!
Beijão Duuuu! Te amo!!
Beijo, Camilinha

Babi Mello disse...

Que texto Camila! Sonhos...O que seria de nós em eles, sonhar dorminho, sonhar acordada. O que importa de verdade é sonhar.
Bj!

disse...

Nossa que lindo texto perfeito minha linda.
A Du é o sonho em minha vida também.
Você a descreveu como ninguém.
Beijos!

Urbano Leonel Sant' Anna disse...

Meus parabéns, Camilinha!

Esta pseudobiografia da Moça é como a mentira do Mário Quintana: só não é verdade porque esqueceu de acontecer. A Du está muito bem descrita nas tuas palavras e a foto da menina (clone da Du com as margaridas) mereceria até um texto à parte. Como é que duas pessoas podem ser tão parecidas!? Só acredito que não é ela porque a Moça me disse. Como foi que tu conseguiste uma foto tão perfeita? E com direito a margaridas e tudo? Estou pasmo!

Um beijo sem palavras!

Sensata Paranóia

 
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