Não estou nem aqui nem ali. Estou entre. De um lado, a certeza do agora. Do outro, o que há por vir. Não sei se faço do meu presente o futuro, avanço logo de vez! Ou se paro tudo e olho de frente o diferente, o recomeço! Vou pro lado avesso? É isso, estou em tempo de mudança. Estou em medo de mudança. Não sei se é bom ficar. E tão inseguro é ir. Quero muito e, logo, desquero mais. Digo que vou e, então, volto atrás. Fico no meio. E tão estranho é esse lugar. O do meio. Que não é nem lá nem cá. É o lugar de lugar nenhum. É estar vazio, mesmo de cabeça cheia. E eu estou parada. Esperando minha decisão. Ou quem sabe, um empurrão. Talvez eu pule. Talvez eu fique no chão.

Esse texto foi escrito no começo do mês passado e vale à pena ressaltar que eu pulei. O chão daqui é mais áspero que o de lá, mas, como dizem por aí, quem não arrisca não petisca. E eu, que moro na Rua das Contradições s/ nº, tenho medo, mas gosto mesmo é de arriscar.


















