
- Camila
- Quero "todo o amor que houver nessa vida e algum trocado pra dar garantia e algum veneno anti monotonia".
Recadinho:
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
No meio de lugar nenhum
Não estou nem aqui nem ali. Estou entre. De um lado, a certeza do agora. Do outro, o que há por vir. Não sei se faço do meu presente o futuro, avanço logo de vez! Ou se paro tudo e olho de frente o diferente, o recomeço! Vou pro lado avesso? É isso, estou em tempo de mudança. Estou em medo de mudança. Não sei se é bom ficar. E tão inseguro é ir. Quero muito e, logo, desquero mais. Digo que vou e, então, volto atrás. Fico no meio. E tão estranho é esse lugar. O do meio. Que não é nem lá nem cá. É o lugar de lugar nenhum. É estar vazio, mesmo de cabeça cheia. E eu estou parada. Esperando minha decisão. Ou quem sabe, um empurrão. Talvez eu pule. Talvez eu fique no chão.

Esse texto foi escrito no começo do mês passado e vale à pena ressaltar que eu pulei. O chão daqui é mais áspero que o de lá, mas, como dizem por aí, quem não arrisca não petisca. E eu, que moro na Rua das Contradições s/ nº, tenho medo, mas gosto mesmo é de arriscar.
6 Finais Felizes Sobre: Destino, Medo, Meus sentimentos, Reflexão, Vida
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Para sempre amar para sempre
Se amor é para sempre? Claro que é! Ou se ama para sempre ou não é amor de verdade, daqueles que enchem as salas de cinema de choro e beijo na boca. Eu já amei para sempre. Amei para sempre, até ter que ir embora. Amei para sempre, até por um único fim-de-semana. Amei para sempre, até quem não soube me amar. Pois amo sem a angústia do fim das coisas, sem a pressão do fim dos tempos, sem o medo do fim do mundo. Amo sem seguir calendário, sem olhar o relógio e sem me preocupar se vai dar tempo gostar. Amo aproveitando cada tempinho que o para sempre sempre tem para dar.
Quem ama para sempre está livre da hora marcada, dos minutos contados e dos segundos perdidos, já que, o tempo todo, todo o tempo é eterno e tudo que é eterno tem a tranquilidade de não saber terminar. Quem ama para sempre não tem um amor aflito, não faz amor apressado e não agenda uma surpresa ou uma declaração. Quem ama para sempre conta os dias pelas noites dormidas juntinho, e assim, com o tempo, se esquece de saber o que é solidão.
Amar para sempre não é enganar a morte ou trapacear no jogo, não é pecado capital ou suicídio em longo prazo e não é ludibriar um futuro ferido ou tornar-se seu próprio bandido. Amar para sempre é seguir o que o destino coloca no caminho, porque ele sempre vai levar o amor e o tempo ao mesmo lugar, até para quem se preocupa em se preocupar. Amar para sempre é amar para sempre, até o tempo se encarregar de ser notado, infelizmente, e o para sempre ter começo, meio e fim, finalmente. Mas, até aí, já fui feliz para sempre, durante todo o tempo que pude, e isso nem o tempo pode tirar.
Então, se você tem um amor hoje, faça dele um amor para sempre, pelo menos até o dia acabar.
Então, se você tem um amor hoje, faça dele um amor para sempre, pelo menos até o dia acabar.
8 Finais Felizes Sobre: Amor, Destino, Meus sentimentos, Reflexão
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Meu ponto de vista
Campo aberto, horizonte para todos os lados e eu caminhando para frente. Ou seria para trás? Tanto faz, porque não sou referência, não tenho referencial e não referencio ponto cardeal parado. Olho para frente, que é rumo de quem vai. E eu sou de ida. Ando de partida. E vou. Mas volto. Meia volta, volta e meia, já. Porque o que era é trás pode virar frente. Depende. Mas pouco importa, já que meus olhos, esses sim, são norte. Sempre. E eu olho para todo lado para ver até o lado de dentro. Assim, o que já foi visto já foi vivido, sentido, concretizado. Então não tenho medo de encarar meu passado, de não prever o futuro e de enxergar que eu sou meu guia. E já que os olhos são meus, quero ver o lado bom da vida. Sim, o olho a vida pelo lado que me convém. Porque o pior cego não é aquele que não quer ver, cego mesmo é aquele que só enxerga um dos lados da moeda. E ô coisa difícil essa de mudar a moeda de lado! Porque, às vezes, precisamos de mais, muito mais, que força para conseguir observar o que o óbvio joga na nossa cara. E ter mais que força é ter vontade. Sim, tenho força de vontade, vejo ângulos diferentes e percebo que diferente sou eu, que sou míope e não preciso de óculos para enxergar o melhor que a vida tem para mostrar. Então vejo que o colorido das coisas depende sim do ponto de vista de quem vê, porque hoje “há flores em tudo que vejo” e fui eu que as plantei. E é bom saber que o lado bom da vida está do meu lado, que minha moeda está virada para o lado certo e que vejo o lado positivo por todos os lados.
8 Finais Felizes Sobre: Destino, Meus sentimentos, Reflexão, Vida
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Esperando
Estou de portas e olhos bem abertos.
Acreditando que só preciso acreditar.
Então espero para não deixar nem tempo passar.
Porque felicidade é substantivo concreto
Acreditando que só preciso acreditar.
Então espero para não deixar nem tempo passar.
Porque felicidade é substantivo concreto
e eu preciso agarrar.
Já deixei muita gente e vida demais escapar.
Agora conto segundos, conto histórias,
mas não conto com a possibilidade
de não viver meu conto de fadas particular.
Já deixei muita gente e vida demais escapar.
Agora conto segundos, conto histórias,
mas não conto com a possibilidade
de não viver meu conto de fadas particular.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Entre achados e perdidos
Ela acordou cedo, escovou os dentes, tomou banho e se vestiu. Estava atrasada, se achando gorda e era um dia normal. E foi, até ela se perder completamente. Ela estava no elevador e se perdeu completamente naquele olhar. Que homem tem aquele olhar? Porque ele a olhou assim? Ninguém percebeu aquele olhar? Só ela? Se ela fosse uma daquelas modelos altas e anormalmente perfeitas, ela até poderia achar que ele olhou para ela, mas não. Não. Ele olhou através e parou em algum lugar entre o castanho dos olhos dela e as lembranças borradas pela miopia dos sentimentos de uma mulher que não precisa de médico de olhos, ou precisaria, se ele conseguisse ver alma.
Agora o homem fora embora e ela sabia que nunca mais o veria. Ou talvez ela o tenha simplesmente imaginado ou inventado para si mesma que precisa de alguém que tenha olhos e veja mais que roupas da moda, cabelos escovados, pele hidratada e olhos, para fazê-la pensar no que não estava vendo. Ela não sabia, mas sabia que estava perdida em algum lugar entre o vigésimo andar e o dia em que não casou. Porque ela não casou? Porque seu noivo não estava com ela? Ela não lembrava. Ela tentava encontrar uma resposta, mas não lembrava como ela havia saído do altar e aparecido naquele elevador cheio de gente e perguntas. Então ela lembrou. Lembrou que fugiu e não teve coragem de dizer sim. Hoje faria um ano que ela estaria casada, mas ela não disse nada e se foi.
As portas se abriram, era o térreo e ela tinha chegado ao seu destino. O elevador ficou vazio e ela ficou parada. Presa por muita culpa e muitas dúvidas, mas com uma única certeza, ela não gostava de se perder. E ela estava perdida sem ele. Nesse momento, ela não tinha forças pra procurar nem por ele e nem por respostas. Ela só tinha certeza que queria recuperar o tempo perdido e que havia perdido o único homem que havia se encontrado nela. Então ela saiu do elevador e andou, como quem sabe para onde está indo, mas ela não sabia para onde ir, ela só queria ir para ele. E foi. Como quem perde o medo e encontra a felicidade.
Agora o homem fora embora e ela sabia que nunca mais o veria. Ou talvez ela o tenha simplesmente imaginado ou inventado para si mesma que precisa de alguém que tenha olhos e veja mais que roupas da moda, cabelos escovados, pele hidratada e olhos, para fazê-la pensar no que não estava vendo. Ela não sabia, mas sabia que estava perdida em algum lugar entre o vigésimo andar e o dia em que não casou. Porque ela não casou? Porque seu noivo não estava com ela? Ela não lembrava. Ela tentava encontrar uma resposta, mas não lembrava como ela havia saído do altar e aparecido naquele elevador cheio de gente e perguntas. Então ela lembrou. Lembrou que fugiu e não teve coragem de dizer sim. Hoje faria um ano que ela estaria casada, mas ela não disse nada e se foi.
As portas se abriram, era o térreo e ela tinha chegado ao seu destino. O elevador ficou vazio e ela ficou parada. Presa por muita culpa e muitas dúvidas, mas com uma única certeza, ela não gostava de se perder. E ela estava perdida sem ele. Nesse momento, ela não tinha forças pra procurar nem por ele e nem por respostas. Ela só tinha certeza que queria recuperar o tempo perdido e que havia perdido o único homem que havia se encontrado nela. Então ela saiu do elevador e andou, como quem sabe para onde está indo, mas ela não sabia para onde ir, ela só queria ir para ele. E foi. Como quem perde o medo e encontra a felicidade.
18 Finais Felizes Sobre: "Contos", Amor, Casamento, Destino
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Mais livre que nunca
Lá vai ela caminhando rumo ao nada. Vai tão decidida e a passos tão largos que ninguém ousaria dizer que ela se perdeu. Perdeu-se de tudo e de todos pra atender a esse chamado que nem ela mesma sabia de onde vinha. Ela sempre foi livre, mas nunca a esse ponto. Agora, lá estava ela, caminhando sem lenço, sem documento, sem medo, sem olhar para trás, mas com desejo de chegar. Onde exatamente? O que tanto ela procurava? No fundo, ela desconfiava que fosse ele...
Ele estava fazendo uma força sobrenatural para trazê-la junto a si. Porque ele precisava sentir sua pele, escorrer entre seus dedos e deslizar por seus cabelos. Ele necessitava do suor, do perfume e do calor dela para se completar. Ele queria a sensação de tocar seus pés devagarzinho e ir subindo, aos poucos. Ele imaginava os arrepios que ele iria provocar em seu corpo e todos os movimentos leves que ele faria para guiá-la e deixá-la, para sempre, perto dele.
Tanto tempo se passou, todos esses anos ele esperou, mas ela finalmente chegou. Eles se viram. Ela sabia que era para estar lá, desde começo. Perguntou-se por que demorou tanto para saber que só ele a faria feliz e que só ele seria capaz de prendê-la a algum lugar. Agora não importava mais. Ele que antes era agitado, bravo e traiçoeiro, transformou-se finalmente em calmaria. E os dois mergulharam em todos os prazeres que só eles poderiam se proporcionar.
Eles em um mesmo lugar.
Sereia no Mar.
*Quinta-feira à noite de descanso!
Estudar, só amanhã agora... \o/
13 Finais Felizes Sobre: "Contos", Destino
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Tortuoso?
Sigo meu
caminho.
Se é
o certo,
não
não
sei.
É
tortuoso?
Talvez.
Talvez.
Quem
sabe?
sabe?
Quem
sabe,
descubro.
17 Finais Felizes Sobre: Destino, Eu
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Num desses acasos da vida
Fotografia: Caminhos que se cruzam

Num desses acasos da vida, Raul viu Irene. Mulher alta, loira, bonita. Foi em um supermercado, se esbarraram na sessão de enlatados. Ela mal o notou, pediu desculpa e se virou. Não que ele fosse feio, nem gordo, nem careca, não, mas ela estava distraída, cheia de trabalhos da faculdade pra fazer.
Num desses acasos da vida, Irene viu Raul. Homem esbelto, alto, cabelos e olhos castanhos, um charme. Foi numa loja de departamentos, se esbarraram na sessão de perfumaria. Ele não a olhou, se desculpou e continuou caminhando. Não que ela não fosse bonita e vistosa, não, mas ele estava com pressa, cheio de relatórios para entregar.
Num desses acasos da vida, em uma festa movimentada, Raul viu Irene de novo. Ela estava infinitamente mais bonita que no supermercado. Vestido vermelho, cabelo escovado, maquiagem no rosto, linda!
Num desses acasos da vida, em uma festinha agitada, Irene viu Raul mais uma vez. Ele estava incrivelmente mais charmoso que na loja de departamentos. Barba bem feita, cabelo arrumado, sem óculos, lindo!
Num desses acasos da vida, eles se viram ao mesmo tempo, na mesma noite, no mesmo lugar. Aí, de repente, o acaso foi trabalhar para outro destino.
Num desses acasos da vida, Irene viu Raul. Homem esbelto, alto, cabelos e olhos castanhos, um charme. Foi numa loja de departamentos, se esbarraram na sessão de perfumaria. Ele não a olhou, se desculpou e continuou caminhando. Não que ela não fosse bonita e vistosa, não, mas ele estava com pressa, cheio de relatórios para entregar.
Num desses acasos da vida, em uma festa movimentada, Raul viu Irene de novo. Ela estava infinitamente mais bonita que no supermercado. Vestido vermelho, cabelo escovado, maquiagem no rosto, linda!
Num desses acasos da vida, em uma festinha agitada, Irene viu Raul mais uma vez. Ele estava incrivelmente mais charmoso que na loja de departamentos. Barba bem feita, cabelo arrumado, sem óculos, lindo!
Num desses acasos da vida, eles se viram ao mesmo tempo, na mesma noite, no mesmo lugar. Aí, de repente, o acaso foi trabalhar para outro destino.
13 Finais Felizes Sobre: "Contos", Amor, Destino
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