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Camila
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terça-feira, 21 de julho de 2009

Oração


Obrigada.

Por tudo que vivi e pelo que não sofri.
Já senti demais e agora tenho paz.

Sinto-me abençoada por conhecer a tristeza.
Mas também sei da felicidade e isso já é riqueza.

Agradeço por ser forte para mim e para os meus.
Não sei se tenho sorte, mas sei que tenho Deus.

Amém!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Olha eu Aqui...

Aqui está tudo certo
Mesmo desorganizado

Aqui tem muito choro
Mas há quem faça cócegas

Aqui tem saudade
Graças a Deus, telefone também

Aqui tem medo sofrer
Mas tem sofrimento até por quem machucou

Aqui tem pai e mãe
E confiança e liberdade

Aqui se vive uma democracia
Onde a fé reina soberana

Aqui tem ex-namorados
Mas não existem ex-sentimentos

Aqui tem coisas escondidas
Quem não gosta de caça ao tesouro?

Aqui é tudo colorido
Já que preto e branco também são cores

Aqui há quem enfrente o futuro
Porque já venceu o passado

Aqui não é perfeito
Mas Aqui estou eu!















*Desculpem o sumiço. Mas, apesar de nem tudo ter uma explicação, isso tem. Qualquer dia desses escrevo sobre isso. Hoje não, tá? O importante é que me sinto bem quando perto de vocês, mesmo distante. Beijos!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sou.

Sou.
Assim,
sem predicativo e sem fazer ligação.
Porque ser,
só sendo mesmo,
já é complicado demais para mim
e se engana quem vê simplicidade nisso.
Ser-o-que-é não é uma redundância,
ser-o-que-é é quase um eufemismo.
Porque ser é grande.
Ser é tão amplo que
me toma todo o ar.
Vivo para ser.
Por isso,
ser, às vezes,
me cansa.

Sou.
Assim,
sem complemento nem adjetivo.
Porque ser,
esse ser completo,
já é difícil demais para mim
e ingênuo é aquele que vê naturalidade nisso.
Porque ser não é inocente.
Ser é tão culpado que
se torna quase uma obrigação.
Ser me toma todo o tempo.
Não paro de ser.
Por isso,
ser, às vezes,
me cansa.

Sou.
Assim,
um verbo irregular.
Porque ser,
esse ser complexo,
já é ser demais para mim.
E inconstância não é sujeito simples,
é sujeito sempre.
Então continuo a ser,
mesmo sem saber
ou querer.
Por isso,
ser, às vezes,
me cansa.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sobre viver


Por uma questão de sobrevivência, vivo.
Vivo sonhando. Vivo sorrindo. Vivo vivendo.
Vivo até morrendo. De alegrias e tormentos.
Vivo. Sobrevivo. Vivo sobrevivendo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Esperando


Estou de portas e olhos bem abertos.
Acreditando que só preciso acreditar.
Então espero para não deixar nem tempo passar.
Porque felicidade é substantivo concreto
e eu preciso agarrar.
Já deixei muita gente e vida demais escapar.
Agora conto segundos, conto histórias,
mas não conto com a possibilidade
de não viver meu conto de fadas particular.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Silencioso poema


*“Si ce que tu as à dire n’est pas plus beau que le silence, tais-toi.”

Hoje nada digo
Não faço barulho doído

Aqui ecoa meu silêncio
Meu grito sai em voz muda

Escrevo sem fazer roído
Palavras nas pontas dos pés

O som sai surdo porque
Faço tumulto contido










*O provérbio é árabe, mas o conheci em francês. A tradução fica assim: “Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, cala-te.”

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sou uma ilha

Eu, uma ilha
Em toda ilha, encantos
Então



Eu, encantos ilhados
Em mim, ilha de encantos
Logo


Eu, ilhada, encanto
Em mim, encantadora ilha
Portanto


Eu, (Cam)ilha Encantada















*No fim-de-semana estou de volta.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dá-me asas


Nunca tive tanta inveja dos pássaros.
Eles zombam de mim, planando no horizonte.


Nunca quis tanto ser borboleta.
Não precisaria da beleza, só da leveza do vôo.

Os beija-flores nunca me pareceram tão ágeis.
Queria bater asas mesmo devagar, se as tivesse.


Os pombos nunca foram tão impotentes.
Recados já te dou, mas eles não podem me levar.

Queria ser libélula ou mariposa.
Se eu pudesse estar aí, diferença não faria, voaria.

Poderia ser um anjo, ser teu anjo.
Isso... Os anjos também podem voar!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mistureba feliz!


O sapo não lava o pé, eu cantarolo cirandas, pois
Desde que estou na Terra do Nunca
Vivo feliz num Sítio Amarelo
Que mais parece um Castelo

Rá! Tim! Bum!
Falei segurando a varinha de condão
Logo, pareceram 3 porquinhos
Que iam assoprar até derrubar minha casa

Mas, antes disso, fugi com Romeu
E comi, no caminho, uma maçã envenenada
Por um lobo mal, muito confuso,
Pois não sabia se seguia a Chapeuzinho ou se ficava

Mas acabou acompanhando João e Maria
Porque iam comer doces na casa da vovó
Que possuía um espelho falante
Porém mentiroso

Ele disse que Alice não sonhava
E que o gato botas não usava,
Então o nariz dele cresceu e ele aprendeu
Que só mentira tem perna curta

E eu adormecida estava, mas assim não fiquei
Já que me meu pai é rei e eu seria (ou sereia) Ariel
Aqui, em um Conto de Fadas Particular
Onde tive que desejar ao Gênio um par

Porque Romeu, de tão romântico, morreu
O Príncipe, além de sapo, era plebeu
Até a Fera com a Bela se comprometeu
E todos viveram felizes para sempre, inclusive eu!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Procuram-se novos poetas ou cronistas

“Sem conseguir figurar entre os nomes de grandes editoras, muitos dos jovens autores de poesia encontram abrigo na internet e em pequenas casas editorias. Essa nova geração parece enfrentar o mesmo problema das anteriores: ter de trilhar caminhos alternativos para divulgar sua arte.”
por Sheyla Miranda

É assim que começa o post do Juca, do blog Lavanderia Virtual.
O Juca teve uma idéia muito legal pra ajudar os poetas/cronistas que acabam sem ter muita oportunidade de divulgar seus trabalhos.

Ele vai, muito generosamente, disponibilizar um espaço em seu blog com esse fim. É bem fácil de participar! Se você é (ou se considera, ou te consideram) um poeta/cronista, ou então conhece alguém que se encaixe nesse perfil, vai lá no Lavanderia Virtual dar uma conferida. É só clicar na figura ou em qualquer outro link desse post.

Parabéns pela iniciativa, Juca! Estamos precisando de iniciativas assim, que ajudem os jovens (ou nem tão jovens assim) escritores.


Versinhos nada poéticos

Não, não sou poeta e nem um dia hei de ser
Digo isso pois me conheço melhor que você

Se rima fosse poesia, todos teriam a ousadia
De se dizer ilustres poetas de grande maestria

Por isso fico aqui só rimando pra esquecer
Que poeta eu não seria, verso por prazer

E isso é poesia? Não. Nem preciso esclarecer

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Não quero crescer

Não quero ser gente grande
Não quero chorar por nada
Não quero magoar amigos
Não quero mentir tão fácil

Não quero ganhar dinheiro
Não quero comprar medalhas
Não quero derrubar pessoas
Não quero viver pra isso

Não quero ser campeão
Não quero ter que lutar
Não quero passar na frente
Não quero sempre brigar

Não quero sentir saudade
Não quero amar tão forte
Não quero ferir ninguém
Não quero contar com a sorte

Não quero perder meus pais
Não quero pensar na morte
Não quero ficar sozinho
Só quero que alguém se importe

 
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